Fábricas de Combate ao Tédio (2018)

fabricas

Lembro, ao conhecer a cena de música independente de Mogi das Cruzes, em meados dos anos 2000, o papel que uma coletânea tinha: para o público, de conhecer diversas bandas novas (pelo preço de um único CD); para as bandas, de mostrar seu trabalho para uma nova audiência, muitas vezes atraída pelo single de alguém mais famoso presente no material.

Agora, quase 15 anos depois, surge a coletânea Fábricas de Combate ao Tédio, com produção do Gabriel Coiso (Coisoshop), Camila Dorizio e André Marques (Overdrive), disponível na íntegra no Youtube.

Posso estar falando besteira, por ter me afastado faz uns bons anos da cena mogiana, entretanto, essa coletânea surge com um outro objetivo: é um registro, um recorte e/ou uma fotografia do atual cenário. Mais democrático, com ótima qualidade de gravação e mais diversificada do que há anos. Não é rock de garagem… são bandas das mais diferente formas e moldes unidas pelo poder do “Faça Você Mesmo”.

Ainda que distante, ouvir essas 17 bandas, algumas novas para mim, outras velhas conhecidas, deu-me ânimo para ir atrás das senhas desse antigo blog e abrir uma exceção.

Não há necessidade, claro, de uma resenha. Vai lá e escuta. Para conhecer, para curtir, viajar, etc. O que eu farei abaixo é um exercício dos meus sentimentos ao consumir esse material.

Vou começar pelo que é novidade para mim. Baixo Clero, com um post-punk bem feito, direto como uma porrada, lembrando boas bandas nacionais dos anos 90. Causa Mortis Orquestra, para mim, foi um descoberta que quero ir mais a fundo. Uma new wave com sons de sintetizadores que são verdadeiros mantras que entram no cérebro e te forçam a curtir uma brisa boa.

Dos Males o Pior, punk cru e certeiro como um soco bem dado no nariz de um nazista, levando-o ao nocaute.

Há rock’n roll muito bem feito, que bebem de ótimas influências do mainstream do Brasil e do Mundo, como Falso Vetor, Moniacs e Foxes On The Run. E, por fim nas minhas novidades, Refúgio, representante do hardcore, tão importante e vivo em Mogi nos anos 2005, mas que já não é mais tão comum (acho).

Quanto às bandas que já conhecia, bom, continuam em excelente forma e performance.

Bruxos Modernos e D.Selvagi representam o psicodélico e uma aventura muito bem executada, ainda que o segundo em outro nível de viagem do que o primeiro. Colettive, banda que acompanho de perto desde sua formação, em sua melhor fase, madura, com influências à flor da pele e certeza de si. Bonito de ouvir.

Desisto transpirando um rock sexy e envolvente. Maquiladora e Motocontínuo, desde que me conheço por gente, são bandas que não me canso de elogiar. E aqui não seria diferente.

Os Chás joga seguro com som vindo do ótimo CD Já Delírio, cuja minha cópia já deve ter furado de tanto ouvir. Assim como Invalvuláveis, com seu som que mistura Bob Dylan, Beatles, Who, Milk Shake e Cachaça.

Topsyturvy eu nem vou falar. Vou mais em shows deles do que em almoço de família.

Por fim, Universe Garden, que escolheu um dos melhores nomes que somente uma banda mogiana poderia ter. Representa a volta do shoegaze, emocionante e aconchegante, com guitarra que entorpecem como drogas.

A coletânea Fábrica de Combate ao Tédio é moderno e bonito. Para colocar para tocar e curtir, seja fazendo algo, seja sentado na frente do som, degustando cada seleção, artes de capa ou vídeos, em uma curadoria de primeira e que faz sentido. É um material de trabalho em favor da cena, mesmo em tempos que há ferramentas digitais para cada um correr por si.

Parabéns pela iniciativa.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Polite

Vale a exceção:

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Hiato…

… por tempo indeterminado.

Até mais pessoal.

Por Zelenski, ao som de Liverpol Express.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Sendo sem ser

No que diz respeito a bandas, música autoral etc. existe mais de uma especificação pro termo “selo”. Subentende-se um grupo, extensão, organização, entre outros, que promoverá bandas, lançará discos, organizará shows e tudo que possa estar relativo à promoção do artista envolvido. Nós optamos pela definição “selo” por, pretensiosamente, querer participar de alguma maneira no cenário de música autoral em nossa cidade, mesmo que desprovidos de grana, apoio institucional, estrutura e os caraio. O fato é que desde o começo apostamos em um quesito básico, a coletividade, é, sei que muita gente torce o nariz pra isso, nossa cultura é mal definida nesse sentido (quando digo “nossa cultura” estou me referindo aos que atuam no cenário independente).

O ponto onde enxergamos a necessidade de coletivizar o processo é no que se refere ao objetivo desse processo, sendo mais claro, se o sujeito faz uma banda é com o intuito de se expressar, apresentar suas músicas, pra isso precisa quem veja/ouça, e pra isso precisa rolar uma ação que possibilite essa interação, e nesse sequência meu amigo, já foi uma caralhada de gente envolvida. É praticamente impossível pra uma banda conseguir tudo sozinha.

Porém é preciso deixar claro nossos princípios como indivíduos, nós nos assumimos como agentes de nossa própria história, nós não aceitamos nossas condições limitadas, nós não acreditamos em heróis, também não acreditamos que alguém possa nos representar, acreditamos que não existem líderes, mas quem obedece (e não nos enquadramos em nenhum dos dois), não acreditamos no individualismo. E sim, somos adeptos do bom, velho e libertário “faça você mesmo”, que modificamos pra “façamos nós mesmos”. É uma questão pura e simples de fazer política, uma vez que somos todos essencialmente seres políticos.

Deu pra entender? Tudo na vida, no que tange relação humana, é política, tudo. Então o cara que se diz “apolítico” está assumindo uma postura política, e automaticamente se anulando quando não se posiciona socialmente. Existem dois tipos de pessoas, as que fazem e as que assistem, e o mais curioso é que ninguém nasce fadado a ser um ou outro, cada um é livre pra optar qual lado seguir, nós, folgadamente, optamos por fazer, se estamos certos ou errados em nossos métodos, só veremos com o tempo, opinar durante o processo é gritar no vácuo.

Logo menos tem mais…

Por Elmo Odorizzi

• Curta Café & Vitrolas no Facebook

Publicado em Ideias | Marcado com , , , , | 3 Comentários

Os invalvuláveis

Faz um tempo, passei a ser seguido no Tumblr pela banda Invalvuláveis, de Suzano. Sem me pedirem, escutei e achei bem interessante. De cara, gostei e lembrei do Bazar Pamplona e do próprio Bangs.

A banda possui um EP gravado em 2010, com cinco músicas ótimas, com bastante folk e soft rock. Tá pra download lá na página da Trama Virtual.

Por Zelenski, ao som de Jesus & Mary Chain

• 

• Curta Café & Vitrolas no Facebook

Publicado em Diversos | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Alma Mater | Myriad

O Alma Mater já marcou presença em Mogi das Cruzes, num belo show em… em… 2009? Isso, 2009, lá na Divina Comédia. Foi um show lindo, com músicas que bebem na medida certa elementos do shoegazing e garage rock.

Em 2008, eles lançaram o ótimo Movements, que mais que recomendo que baixem. E, neste ano, lançam o Single Myriad, com duas lindas músicas: Myriad e A Time in Dreams.

Eles prepararam um blog bem bacana para divulgação e download. Dá um pulo lá.

Por Zelenski, ao som de Pale Sunday.

• Curta Café & Vitrolas no Facebook

Publicado em Notícias | Marcado com , , , | 1 Comentário

Perde isso não: La Carne, Topsyturvy e A Mandíbula

É só uma dica.

Confirma lá no Facebook. Tem mais infos também

Por Zelenski, ao som Death Cab

• 

• Curta Café & Vitrolas no Facebook

 

 

Publicado em Notícias | Marcado com , , , , | Deixe um comentário