Sendo sem ser

No que diz respeito a bandas, música autoral etc. existe mais de uma especificação pro termo “selo”. Subentende-se um grupo, extensão, organização, entre outros, que promoverá bandas, lançará discos, organizará shows e tudo que possa estar relativo à promoção do artista envolvido. Nós optamos pela definição “selo” por, pretensiosamente, querer participar de alguma maneira no cenário de música autoral em nossa cidade, mesmo que desprovidos de grana, apoio institucional, estrutura e os caraio. O fato é que desde o começo apostamos em um quesito básico, a coletividade, é, sei que muita gente torce o nariz pra isso, nossa cultura é mal definida nesse sentido (quando digo “nossa cultura” estou me referindo aos que atuam no cenário independente).

O ponto onde enxergamos a necessidade de coletivizar o processo é no que se refere ao objetivo desse processo, sendo mais claro, se o sujeito faz uma banda é com o intuito de se expressar, apresentar suas músicas, pra isso precisa quem veja/ouça, e pra isso precisa rolar uma ação que possibilite essa interação, e nesse sequência meu amigo, já foi uma caralhada de gente envolvida. É praticamente impossível pra uma banda conseguir tudo sozinha.

Porém é preciso deixar claro nossos princípios como indivíduos, nós nos assumimos como agentes de nossa própria história, nós não aceitamos nossas condições limitadas, nós não acreditamos em heróis, também não acreditamos que alguém possa nos representar, acreditamos que não existem líderes, mas quem obedece (e não nos enquadramos em nenhum dos dois), não acreditamos no individualismo. E sim, somos adeptos do bom, velho e libertário “faça você mesmo”, que modificamos pra “façamos nós mesmos”. É uma questão pura e simples de fazer política, uma vez que somos todos essencialmente seres políticos.

Deu pra entender? Tudo na vida, no que tange relação humana, é política, tudo. Então o cara que se diz “apolítico” está assumindo uma postura política, e automaticamente se anulando quando não se posiciona socialmente. Existem dois tipos de pessoas, as que fazem e as que assistem, e o mais curioso é que ninguém nasce fadado a ser um ou outro, cada um é livre pra optar qual lado seguir, nós, folgadamente, optamos por fazer, se estamos certos ou errados em nossos métodos, só veremos com o tempo, opinar durante o processo é gritar no vácuo.

Logo menos tem mais…

Por Elmo Odorizzi

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3 respostas para Sendo sem ser

  1. zelenski disse:

    Bacana post de estreia. Vai dar um bom conteúdo pro blog. Valeu por topar a parada.

  2. elmo disse:

    Opa, valeu Z tamojunto! Agradeço o espaço oferecido, se no corre a gente não alcançar, pelo menos não ficamos parados. Vamo que vamo!

  3. Henrique disse:

    É interessante como diversos temas e conversas se complementam dentro de todo o contexto sócio-cultural que estamos inseridos! Gostei do comentário do Elmo: “se no corre a gente não alcançar, pelo menos não ficamos parados”. É isso: produção, produção e produção… Mal não faz!

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